domingo, 7 de outubro de 2007

Medida elimina obrigação de que todo preso seja submetido a exame de lesão corporal

A última (e finalmente - ou por enquanto - sem polêmica) portaria vinda da Secretaria de Segurança Pública restringe os exames de lesão corporal nos Departamentos Médicos Legais. A idéia é dasafogar o órgão “da grande quantidade de perícias dessa natureza, que travam o serviço e impedem um atendimento mais ágil e prioritário a outros tipos de exames”, como divulgado em nota da SSP. A idéia é que presos serão submetidos à perícia somente quando o detido estiver visivelmente ferido, quando for pedido do preso ou de seu advogado. A idéia é uma boa iniciativa, já que o Instituto Geral de Perícias há muito sofre com a falta de estrutura e funcionários. Segundo a entidade de classe que reúne esses servidores, o órgão enfrenta um déficit de aproximadamente 400 funcionários. Dado que comprova que até então os exames de lesão eram trabalho era jogado fora é o seguinte: em setembro foram realizados 269 exames de corpo de delito em presos. Em somente 66 desses casos (24%) os resultados foram positivos. Nos demais 203 requerimentos, ou 76% das ocorrências, não foram detectadas lesões corporais.

Rápido registro

Deu na ZH de sexta-feira 05/10 - Página 3

Lei seca e silenciosa
Moradores do bairro Moinhos de Vento, na Capital, que não dormem direito nas blitze da Operação Lei Seca podem ter esperanças de melhores noites de sono. Em função das reclamações sobre buzinaços durante a fiscalização, o secretário de Segurança Pública do Estado, José Francisco Mallmann, avisa que a BM tem agora ordem para multar os motoristas barulhentos depois das 22h.

(Será que vale pra Cidaded Baixa também? Não aguento mais motoristas buzinando na sexta à noite.)

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Farinha do mesmo saco

Fico impressionada com a quantidade de coisas que viram caso de polícia nessa cidade. Não só na cidade. No país, no estado, no mundo. Tudo é caso de polícia. Desde o moleque que bate uma carteira, até o político que desvia verba e enriquece às nossas custas.
Até o mais conceituado dos cirurgiões plásticos vai parar na cadeira da frente do delegado, prestando depoimento quando uma mulher morre na sua clínica. Uma senhora, de 66 anos, que só queria parecer um pouco mais jovem. Morreu, coitada. Mal súbito. Parada cardíaca, embolia pulmonar, erro médico. Vai saber. A polícia investiga.
Ontem descobri um sistema criado aqui mesmo no Rio Grande do Sul, que vai identificar criminosos a partir da comparação entre vídeos de câmeras de segurança e fotos de suspeitos. Classe internacional. Diz o Capitão Pulita, lá da Secretaria de Segurança Pública, que já foi até exportado. Os menores batedores de carteira do centro da cidade que se cuidem. A polícia investiga.
E mais dois depoimentos hoje na série Macalão. A Polícia Federal investe mais um pouco no caso. Ouve mais gente, tira mais conclusões.
O médico, o batedor de carteira, o Macalão. No final, tudo farinha do mesmo saco.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Polícia apreende menor por assalto e violência sexual em Porto Alegre

Policiais da 23ª DP de Porto Alegre apreenderam, às 16h desta quarta-feira (03/10), um menor de 16 anos que aterrorizava a região em volta da Rua Luís de Camões, bairro Santo Antônio, em Porto Alegre. Ele praticou 10 assaltos e abusou sexualmente de três meninos adolescentes daquela região. Segundo o delegado Flávio Conrado, titular da 23ª DP, o menor infrator saiu há dois meses da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo do Rio Grande do Sul (FASE).


A nota foi diovulgada pela Assessoria de Imprensa da Polícia Civil.

O Estado gasta POR MÊS, R$ 5 MIL REAIS para dar assistência aos adolescentes infratores na Fase. CINCO MIL. Tentei, mas não consegui descobrir quanto tempo ele ficou internado, mas suponhamos que foi uma semana, no mínimo. Quer dizer, foi investido no mínimo, reforço, R$ 1,5 mil nesse garoto, no alto de seus 16 anos.
Diz o delegado que a mãe do adolescente já fez de tudo para recuperar o menino que, no último mês, cometeu pelo menos 10 assaltos.
Esse parece o típico caso em que o mau comportamento é inerente à pessoa. O tipo de caso que não se soluciona com medida de internação. Quem deve arcar com esse tipo de situação? Quem está preocupado com isso?

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Toque de recolher

Toque de recolher. O termo parece de guerra. Lembra filmes. E acontece em Porto Alegre. A informação foi divulgada pelo repórter Jimmy Azevedo, da Rádio Bandeirantes.
O toque de recolher funcionaria em bairros da zona norte, imposto pela força dos traficantes.
A denúncia partiu de um membro do Conselho Tutelar. Ele conta que em bairros muito pobres, onde o tráfico de drogas faz vítimas, inclusive crianças, a Brigada Militar não estaria coibindo avenda e o consumo de drogas.
Um policial relatou que moradores da região reclamam do toque de recolher, que funcionaria a partir das 23h.
Para garantir a atuação do Conselho Tutelar, especialmente na assistência às crianças e adolescentes usuários de crack, existiria uma negociação com traficantes.
Será que é possível medir o poder dos traficantes? Será que, em nível de Brasil, o tráfico é o novo poder executivo?
Perguntado, em outra circunstância, se o Rio de Janeiro (símbolo do poderio dos traficantes) teria solução, o subcomandante geral da Brigada Militar Coronel Paulo Roberto disse que sim, porque se acreditasse que não, a situação por aqui ficaria preta. Será que falta muito?


Falando nisso, a Folha lançou uma série de publicações chamada FOLHA EXPLICA voltada para a questão da violência. O link a seguir se refere ao narcotráfico. É interessante. Mas bem que poderia fazer mais efeito. Não sei, ando meio descrente quanto ao assunto.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u132350.shtml

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Golpe perfeito

Carla comprou um carro há dois anos. Um XSara Picasso 2006, preto, placas de Porto Alegre. Pagou à vista, na revenda da marca, na capital gaúcha. No dia 21 de agosto desse ano, a psicóloga atendeu um telefonema. O inspetor Portela, da 2ª DP de Pelotas pedia seu depoimento em um caso de estelionato investigado na cidade. Cerca de duas semanas antes, um senhor de aproximadamente 60 anos havia registrado uma ococrrência na delegacia a respeito de uma cobrança de empréstimo. Uma financeira ligada ao banco Itaú cobrava dele um empréstimo de 22 mil reais, utilizado para comprar o XSara Picasso de Carla.
A psicóloga foi atrás do banco, do Departamento de Trânsito e da Polícia para entender o que estava acontecendo. Descobriu que seu carro estava alienado ao banco (e que ela não poderia, portanto, viajar com ele para fora do Brasil e nem vendê-lo euqnato o empréstimo não fosse quitado) e não estava mais em seu nome, mas sim no nome do sr. Silmar Lopes, residente em Pelotas. O mesmo que registrou a ocorrência na 2ª DP.
Parece uma história de filme, ficção, conto, livro..Mas não é. Segundo o delegado Adilson Mazin, titular da delegacia responsável pelo caso em Pelotas, a cidade já resgitrou ocorrências semelhantes. Muitos nomes estão envolvidos nas denúncias feitas sobre o caso nos últimos dias. Tudo indica que seja um crime de estelionato envolvendo funcionários do banco, uma revenda de carros usados de Pelotas e um hábil falsificador de documentos.
O banco não quis se manifestar e só entregará os documentos utilizados para o empréstimo mediante pedido judicial. Tanto a Polícia Civil como a advogada de Carla devem entrar com ações até o final dessa semana. O dono da revenda não foi localizado, mas ela permanece em funcionamento no centro da cidade na zona sul do estado.Há indícios de que exista ligação entre esses falsificadores e a última quadrilha descoberta pela Polícia Federal, no interior de Viamão, durante a Operação Patrimônio, no ínicio do mês.
Mas, por enquanto, tudo são suspeitas e indícios. A Polícia segue investigando, mas até que tudo esteja concluído, Carla permanece com o carro alienado e o sr. Silmar continua a dever 22 mil reais de um empréstimo que, sequer, sonhou em pedir. Até quando, hein? Até quando?

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Dias de chuva

Dias de chuva acalmam criminosos.
Domingo. Choveu 80% da média prevista pra todo mês de setembro em Porto Alegre. Liguei três vezes pra polícia pra saber se alguma coisa acontecia na cidade. Nada.
Contrate São Pedro para vigiar seu condomínio.

O que preocupa:
- Oi Capitão, Natália, tudo bem?
- Oi Natália, tudo.
- E aí, alguma coisa acontece na cidade?
- Nada. Tudo parado.
- Nada nada? Nada mesmo?!
- Nada, Natália. Estão calminhos. É a chuva, né.
- Uau. Ok... obrigada Capitão, bom trabalho.
- Pra ti também.

Em resumo, o que preocupa: a surpresa pelo fato de nada ter acontecido. A que ponto chegamos...